Textos

Exceção

15 de junho de 2016

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Sempre tive facilidade ao narrar amores quiméricos e quebrados que trazem de brinde consigo um coração esfacelado. Tristezas inflamam em mim – e na maioria das pessoas que optam por escrever e aliviar as dores do que está sentido nas palavras ao invés de sessões e mais sessões deitada num divã e com o bolso quase falido  – vontade de exprimir, aclarar e desembaraçar os nós do que está acontecendo no imo.

Os momentos de felicidade ou degustação de um amor benigno sempre me obrigaram mais a vivência-los do que sair bradando o que eu estou sentindo. Como se no momento que eu o exteriorizasse, esse sentimento fosse se esvaziando e tornando-se concreto – e a graça de sentir, para mim, é o não entendimento dele, a graça de sentir é bagunça que se faz  lá no coração com a mistura do amor com a felicidade, sonho e ansiedade.

Mas resolvi abrir uma exceção porque bem… você é a exceção. Meu coração, até hoje, bate de forma frenética com sua aproximação, o seu beijo ainda desperta em mim a mesma vontade de te ter desde que te idealizei e te quis platonicamente, ainda me arrepio quando seu perfume atiça meu olfato e eu ainda sinto que não te conheço por completo e me fascino com seu tino e sua bondade.

É incrível amar e poder ser amada ainda sabendo todas as falhas, medos e fraquezas. É incrível sentir algo tão intenso e ao mesmo tempo tão sereno que amansa e silencia todos os demônios que costumavam amedrontar em noites silenciosas e chuvosas. É incrível ter você.

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