Irrupção

11 de Abril de 2017

As doses homeopáticas de amor encurralam-se em uma ruína devastada e que sustenta-se aos trancos e barrancos por dois frágeis pilares em um morro afastado. Enquanto os soldados, verdes, cobertos e ariscos forçam a entrada para se apossar de mais uma relíquia que permanecera praticamente intocada.

Tudo que um dia havia existido desmoronava sem deixar resquícios de existência ou que havia sido motivo de contemplação pelos visitantes que passaram por lá. As que restavam, nos cantos e indefesas, tentavam reencontrar, em meio a poeira da devastação, um pouco de oxigênio para respirar e encher seus pulmões enquanto tomavam espaço e, pacientemente, reconstruíam-se a tempo da próxima marcha subir a colina.

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