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amadurecer

Pensamentos

O que eu sou…

22 de junho de 2013

o que eu sou

o século XXI consolidou as mudanças ocorridas em todo mundo. As pessoas começaram a ser mais liberais, aceitar as diferenças e viver bem com elas. Grupos heterogêneos perambulam por ai – e salvo a minoria radial – sem causar problema nenhum com rodinhas diferentes. Ser adolescente é passar por (quase!) todas elas. Já fui meio emo, patricinha, meiga, nerd, popular, excluída. Vivia perambulando de grupinho em grupinho tentando achar minha identidade e ser aceita por algum grupo pelo que eu realmente era. Confesso que alguns deles entrei por pura desconfiança comigo mesmo. Já tentei ser meiga, doce demais para atrair alguns caras que queriam um relacionamento sério. Mas em dos lapsos que eu sempre conto aqui no meu blog, caiu a ficha que eu não preciso me espelhar em ninguém para ser… incrível. Não no sentido de estar sempre bonita, adorada e idolatrada. Incrível no sentido de me amar e ter atitudes que condizem com o que eu penso. Expressar (com educação, por favor!) quem eu sou e aceitar as consequências boas ou ruins por agir com a minha índole.

Depois que essa ficha caiu percebi como é ser minoria. Comecei a perceber que as pessoas que sentavam ao meu lado e antes eu sentia uma pontinha de inveja por viver na balada, ficar com um monte e não se preocupar com nada seriam adultos complexados por atenção, ser princípios para ensinar para seus filhos e vivendo em uma bolha separando do mundo real. Percebi também que são poucas pessoas que são melhores amigos da mães e que não dizem mentiras para ela. Descobri como é raro ficar em casa no sábado e não me importar. Ou como é raro esperar os pais dormirem e ir dormir também em vez de pular a janela e ir em alguma balada usar uma identidade falsa. Descobri como é raro ter princípios e acreditar neles. Parei de querer andar sempre 100% nas tendências e me vestir do meu jeito, com algo que caiba bem no meu corpo e que eu goste porque acho legal e não porque meia duzia de blogueiras disseram que é legal. Descobri a linha tênue entre usar a moda e ser escrava dela.

Cresci. Amadureci. Sofri. Descobrir o que eu resumi em dois parágrafos parece simples. Não é. Custou a minha adolescência inteira para perceber o que é ser adolescente e o que esperar quando já poder legalmente dirigir, beber e entrar em qualquer lugar. E sabe-se lá como vai ser o resto né? Espero que seja bom. Vivem dizendo que a vida é uma escalada, mas a vista é linda.

 

Pensamentos

Auto-escravidão

18 de junho de 2013

auto-escrvidao

Odeio me sentir escrava do meu próprio pessimismo, da minha insegurança e da minha estima. Essa bipolaridade de achismos, incertezas e gostos me deixa plantada em um abismo que parece cada vez fundo. Até que hora vou conseguir usar algo que me levante, até que hora a luz no fim do túnel vai aparecer? Amadurecer requer auto-suficiência, crescer significa abrir mãos de regalias e ter que decidir por si próprio. O comodismo da lugar a culpa das falhas serem unicamente suas e não mais de ninguém. Alias, como é gostosa e ilusória a sensação de nunca se culpar, não é? Já sinto saudade de me cegar por uma mentira que me fazia bem. Crescer trás tanta responsabilidade como vantagens. Mas por enquanto as vantagens saem perdendo de dez a zero nas desvantagens. Crescer também, é lutar por si mesmo, lembrar de levar a blusa de frio quando vai esfriar e não ter ninguém para pedir “mais cinco minutinhos”. Crescer é ser egoísta forçadamente. Crescer é sentir saudade da responsabilidade… de não ter responsabilidade.

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Penso, logo entro em crise.

16 de junho de 2013

overthinking

Adolescência ou o final dela talvez seja a época que mais exista crise. Ser jovem é ser imediatista, fazer o momento… fazer acontecer. Viver presos a escola sonhando com a liberdade… de ir para faculdade. Somos feitos de paradigmas. Milhões deles. Queremos mudar o mundo, mas temos dificuldade de sequer mudar a nota de química que está abaixo da média. Idealizo o futuro sem fazer o presente, e ai o tempo vira passado e sem nenhum fato marcante. Se crescer é complicado, estar na mutação entre o que a gente é e o que vai ser é complicado mais ainda. Sou uma completa metamorfoses de ideias, conceitos e opiniões. As vezes, o que eu quero mesmo é ter algo concreto. Estável. É difícil valer o dia quando ele se resume a estudar matérias que não serão sequer aproveitadas na faculdade. E mais difícil ainda ter que substituir o tempo de ler notícias, assistir documentários e criar o mínimo de senso crítico por decorar formulas. Ser jovem é querer se destacar diante da multidão de alienados indo e vindo. É querer ser parte da história e se orgulhar disso. É construir algo para fazer os olhos brilharem lá para frente. Ser jovem é achar a formula mágica para todos os sonhos se tornarem realidade.

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Aprendizado

19 de Maio de 2013

Aprendiz

Aprendi muita coisa depois das experiências que vivi. Já amadureci bastante, também. E amadurecer dói, dói muito. Já fui traída por uma amiga que eu considerava próxima. Já quebraram meu coração. Já me esqueceram depois de uma ficada que eu considerava mais que uma ficada. Já sofri bullyng. Já percebi que ás vezes ninguém percebe que você tá triste. E já percebi que as pessoas são muito egoístas. Que ser feliz demais incomoda. Aprendi errando, e acertando também. Principalmente quando aqueles acertos para mim eram com gostinhos de erros… quando meus acertos foram com atitudes que eu não gostaria. Acertei quando queria ter errado, quando percebi intenções de gente má. E também já errei com gostinho de acerto. Quando percebi que olhei com visão pessimista e algo se concretizou da maneira que não imaginava. Vivo dizendo que não gosto de surpresas. Mas me surpreender positivamente é muito bom. O problema é isso acontecer. Quase nunca acontece. E quando esse “quase nunca” se concretiza, a decepção vem junto. Decepcionar… Um dos piores verbos criados pela língua portuguesa. Ou pelo seres humanos. Sei lá. Entender eles é tão difícil. Não consegui ainda nem entender a mim mesma. Vivo por ai, andante, confusa, aprendiz. Da vida.

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Personalidade

3 de Maio de 2013

personalidade

Fiz algumas coisas atoas. Mas não sei se seriam realmente atoas os meros atos irracionais e banais que agi até agora e que provavelmente irão se repetir até o momento que dar tchau pro planeta Terra (tomara que reencarne em outro planeta, em outra galaxia) ou se foram um daqueles atos pseudo-banais que construíram o que eu sou agora. O que eu sou agora, não serei daqui um minuto. Vivo mutante… mudando minha mente de órbita, pensando aleatoriamente até resolver alguma incógnita que eu sequer imaginaria que existia, e muito menos que houvesse solução. Talvez também, minha cabeça seja feita de nós, e cada falha tentativa de botar a cacholeta em ordem tenha ajudado um pouquinho a deixar o nó mais frouxo. Mais frouxo. E não desata-lo por completo. Sei lá. Uso umas metáforas estranhas. Talvez eu seja estranha. Talvez não, eu sou. Um tempinho atrás (tempinho mesmo, meses atrás), eu tentava me encontrar em qualquer pessoa que demonstrasse um gosto parecido com o meu. Tentava me encontrar mesmo. Acho que é coisa de televisão. Ser um esteriótipo e não você mesma. Mas enfim. Lá ia eu, caixa de ossos e coração, procurando alguma vítima para ser o que eu queria ser. Tentava absorver a personalidade, pensar igual, e nada… Não pensava. Qualquer atitude que tentava reproduzir, minha mente apitava e dizia: Nananinão. Não conseguia. Absorvia um pouco, e só. Vivia por ai, me procurando, tentando me achar nos outros. E a tiracolo a angustia de ser uma sem personalidade por ai. Parei. Pensei. Recorri ao meu adorável Nietzsche, que costumava dizer: “Torna-te aquilo que és.” E me tornei. Livrei de esteriótipos, de modelos, de padrões. E essa tal sensação de tornar aquilo que és é mesmo sensacional.

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Cem por cento

30 de Janeiro de 2013

textocemporcento

Nunca consigo ser cem por cento. Você consegue entender? Ás vezes encho meu peito de orgulho por ser quem eu sou, por ter as minhas convicções tão complicadas de entender, por vestir o que eu visto, por pensar do jeito que eu penso. Passam-se vinte minutos e me perco totalmente as essas afirmações que eram tão nítidas aqui dentro de mim. Começo a até detestar tudo que está no meu guarda roupa… E o pior: Só porque vi algum tweet, foto ou publicação na timeline de alguém no facebook. É tão difícil entender? Não sei se isso é um pouco de mim, ou se é um pouco da adolescência, ser tão cheia de duvidas… E duvidas que não são duvidas, porque apresento-lhe logo a solução: Quero ser um pouquinho de tudo, a todo tempo.