Browsing Tag

feliz

Inspiração Textos

“Definitivo, como tudo o que é simples.

18 de Fevereiro de 2013

definitivo textro  Nossa dor não advém das coisas vividas,  mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram. Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado,  não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

  Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.

 Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar. Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso:

Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento,perdemos também a felicidade.”

Carlos Drummond de Andrade

Pensamentos Textos

De mudança

14 de Fevereiro de 2013

 2'

Fiz as malas. Coloquei só o essencial e descobri que não precisava carregar quase nada. Peguei o caderno com o restinho de papel que havia sobrado, uma caneta, algumas fotos e coloquei tudo em uma mala. Parti pro desconhecido. A unica certeza seria o rumo. Nenhum. Tinha o mais importante: Meu coração e minha mente. Decidi sair. Sair de tudo, de algo, de alguém. Decidi sair de mim. Decidi me livrar dos meus problemas e limpar todo o terreno, eliminando todas as possibilidades de “e se” que houvesse lá dentro. Me livrei de amigos ausentes. De gente invejosa. Do chefe que enche o saco. De toda a sociedade que prega uma verdade que não existe. Decidi, naquele instante em que a mudança consegue prevalecer na tradição, pensar por mim mesma. Gostar do que eu gosto e não temer por reações contrárias. Decidi ser livre… dos meus medos, das minhas frustrações, dos outros.

Inspiração Textos

Ano novo, vida nova!

31 de dezembro de 2012

ANO novo vida nova _ texto

“Para você ganhar belíssimo Ano Novo 

cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.”

Carlos Drummond de Andrade

Textos

Paradoxo

14 de dezembro de 2012

texto_paradoxo

 Sempre gostei de te olhar a pé de olho. Enquanto balanço meus pés em um vai-e-vem chato, você me observa e tenta prever qualquer atitude. Ás vezes acho que analisa o quanto meu cabelo esta despenteado para notar meu humor. Já te falei o quanto eu te acho fofo fazendo isso? E confesso que, engraçado. Já te disse milhões de vezes que nem eu mesma me entendo. Vivo mais no mundo na lua, do que aqui, em terra firme. Talvez se você visse alguns dos meus quadros, ou dos poemas, entendesse a confusão que acontece aqui dentro. E entender é diferente de decifrar.

Acho que é por isso nos damos tão bem. Nunca fui de achar que a afirmação de que os opostos se atraem fosse mesmo verdade. E olhe só, aqui estamos, juntos. Eu tenho a impressão de quando estou com você, nada mais importa. Os meus, ou os seus problemas – como você vive dizendo – desaparecem. O mundo perde a razão, e só me concentro em ficar perto de você. É nessas noites que eu consigo entender a fração de tempo em que o instante se torna inesquecível.

Você vive me dizendo também, que sou um conjunto de paradoxos. Concordo. Sou tão incerta e tão confusa. Talvez por isso que te vejo como meu porto seguro. Quando fico deitada, agarrada ao seu corpo, e protegida em seus braços, eu me sinto segura. Sinto o que é carinho, sinto o que é paixão, sinto o que é amar.

Pensamentos

14 de dezembro de 2012

Imagem

Se existe alguma sensação que eu seja completamente vulnerável é de amor platônico. É uma sensação tão bobinha, mas que consome todas as suas energias, e te deixa vibrando, com o coração acelerado.

E um das minhas paixões platônicas é de ser fã de uma banda. Eles anunciaram ontem a turnê aqui no Brasil, e mesmo sem ouvir uma musica dele nos últimos anos, ainda tenho a mesma sensação de três anos atrás, quando colecionava textos, fotos, pôsters, e fazia cartas gigantes.

É uma das melhores sensações, e uma das mais gostosas… Para mim. O gostinho de quero mais é surreal, e o ciúmes demasiado foi diminuindo até chegar a escala zero. E como diria T. Xavier: “O amor platônico é como uma borrifada de ar quente. Sopra no nosso coração, queima nossa pele e depois se esfria.” Isso é ser fã. A sensação de ter admiração, carinho, respeito e paixão por alguém que não faz ideia da sua – mera – existência.