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Passado

29 de Janeiro de 2013

'textinho

Ela olhava aquela caixa de madeira pequena com lágrimas nos olhos. Procurava ansiosamente um pedaço da sua adolescência em papel branco com linhas azuis, enquanto se deparava com fotos, cartas, colares e pulseiras. Parava por um só instante para tomar um pouco de ar em meio a tanta choradeira e voltava a remexer cuidadosamente (mas afobada) em busca do seu tesouro. Pronto. Lá estava. O bendito. Abria com cuidado o papel amarelado tomando cuidado para não rasgar o que permanecia intacto por quase dez anos.

12/01/2010
Oi… É estranho conversar com um pedaço de papel, principalmente sabendo que só vai ser lido por mim mesma. Talvez no futuro eu dê risada, mas agora me sinto uma idiota por escrever sobre o que eu faço com treze -quase catorze – anos. Conversei com ele hoje e me senti – veja só – uma idiota. Me diz porque uma pessoa que demonstra tanto interesse nunca vem falar comigo, e só eu com ele? Eu queria poder entender, mas toda vez que eu toco no assunto, a resposta é confusa, e me deixa ainda mais… apaixonada. Sim, eu sei que não deveria, mas gostar de um garoto mais velho me deixa assim. Eu prometo para mim mesma esquecer mas toda vez que a janela do msn pisca meu coração se derrete… e junto com ele minha inteligência de participar dos joguinhos. Ele pisa em mim e ainda quero mais.

Queria poder pensar o final dessa história, mas até hoje não sei. Depois conto o final dessa história. Mas posso adiantar que não termina bem, e desde então nunca mais vi o dito cujo.

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Reencontro

9 de dezembro de 2012

uhul

 Um tempo atrás eu imaginava cada instante como seria te ver novamente… Rever um pedaço de mim em outra pessoa, um pedaço de memórias e do tempo que passamos juntos. Quando eu pensava nisso, meu coração começa a ficar apertado, doendo tanto, e uma lágrima caia em seguida. Sempre. Foram semanas de noites mal dormidas, aulas sem prestar atenção, saídas em que eu me isolava, e me distanciando cada vez mais de… mim.

Não foi fácil ver você partindo assim, do nada. Saiu sem fazer a mala, sem dizer adeus, sem um beijo de despedida. Foram dois meses para superar o termino e ainda sim a saudade entrava sem bater na porta.

Mas o tempo foi passando, e eu descobri como transformar uma ferida em carne viva em cicatriz. Se algo ficou, foi a lembrança de que eu consegui superar os problemas que eu não achei que fosse suficientemente forte para vencer.

Mas hoje eu te vi. Depois te tanto tempo planejando como seria cada segundo quando houvesse o reencontro, não saiu nada como planejado – E tenho que ser grata por isso -. Não fiquei nervosa, triste, e muito menos meu coração bateu mais forte como costumava ser. As borboletas no meu estômago não apareceram nem para dizer olá. Não me importei com a sua presença, nem seu olhar torto, e muito menos por você ficar bobo por dizer que eu estava mais bonita. Sabe por que? Porque eu pude olhar para o lado e perceber o que é ter alguém que goste mesmo de mim, e o que é estar em um relacionamento de verdade.

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Precipitar

7 de dezembro de 2012

girl

 O que é fácil acaba perdendo a graça. Quantas milhões de vezes você já ouviu essa afirmação? No mínimo umas dez, e grande parte dela de seus pais para você fazer joguinho com os garotos. E eu acabei de descobrir que isso é verdade.

Parece óbvio mais acabamos por esquecer porque a nossa realidade nos instiga a curtimos sem medo de ser feliz… De nos entregar de primeira, de ligar o “f*da-se” e fazer o que bem entender, nossa juventude é curta, temos mais é que dormir arrependidos do que acordar com vontade, certo? Mas existe uma linha tênue entre aproveitar a vida e estragar ela.

E por que estou falando isso, dando uma de mãe chata? Vou contar uma história que acabei de descobrir, e fiquei muito pensativa depois do ocorrido. Uma amiga minha, fez uma viagem para o interior do estado e lá conheceu um menino um ano mais novo. Ele era um amor de pessoa, ligava para ela sempre, e o clima foi surgindo. Passado algum tempo, ela conseguiu viajar para a cidade dele, e o primeiro beijo surgiu. Passaram-se um mês delicioso, cheio de paquera, beijos, encontros até que ele pediu ela em namoro. O amor foi nascendo, e com isso a primeira declaração. A cada ficada depois de tanta saudade foi ficando apimentada, e em menos de um mês ela decidiu perder a virgindade com ele. Todas as suas amigas mais próximas já haviam perdido, e ela curiosa, quis experimentar -É o meu namorado e eu gosto dele – Teve então a sua sonhada primeira vez. Depois de um tempo, as conversas esvaziaram um pouco, foram ficando mais mornas, e ele foi ficando mais seco. Ele já não corria atrás como antes, mas o namoro já chegava na marca de dois meses, então o encanto do primeiro mês já havia passado. Uma semana atrás, ela ficou sabendo pela segunda vez por boatos, que ela a traia. Mas dessa vez ela teve a certeza que era verdade.

O desfecho não era como o esperado, né? E essa história infelizmente é verdade. E nela, eu quero dizer para que não façam coisas por impulso que sejam importantes…  Não foi de jeito nenhum culpa dela a traição. Ela sempre foi uma namorada prestativa, fofa. Mas se ela esperasse um pouco mais, descobria o péssimo caráter antes e evitaria uma decepção… E como diria Schiller: “Breve é a loucura, longo o arrependimento.”

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Certas pessoas simplesmente não ligam

16 de novembro de 2012

Certas pessoas simplesmente não ligam. Ela não ligava. Seu fone de ouvido, o cabelo caído no olho, o seu livro, e sua melhor amiga eram suas fiéis – e únicas – companheiras. Ela não fingia. Seus pensamentos absorviam de uma forma inigualável toda a energia negativa que vinha de todas as formas para tentar ataca-la.

Ela sabia que não se encaixava ali. E doa a quem doer, ela não morava em uma cidade pequena, com hábitos rudimentares: Morava em uma das maiores metrópoles do país. Mas não se encaixava. Talvez fosse a escola, uma das mais elitizadas, talvez fosse seu jeito diferente, mas chega uma hora que cai a ficha e a insistência em algo errado finaliza.

Horas e horas se maquiando, gastando o dinheiro em marcas, e criando um estilo que acompanhava todas as tendências de blog’s e revistas a fazia a mais popular, rodeada de amigas, ficantes, e festas… Quem poderia imaginar que ela era infeliz? Mas era.

Aquela realidade repleta de falsidades, socialights, consumismo absurdo, e saídas diárias a desgastava por completo. O seu momento favorito era o que seus olhos repousavam em uma folha de livro, e um Rock’n roll embalava suas manhãs de domingo.

Nesses pequenos momentos, sua consciência batia na mesma tecla: Mude. Mas o poder que ela possuía só tinha valor nas manhãs de domingo…Ela queria, desde aquele tempo mudar.  Mas as infinitas perguntas  “O que eles vão pensar”… “Vão falar de mim”… “Vão me zoar” brotavam no mesmo instante.E então esquecia. Mas aquele desejo de mudança continuava batendo, e batendo na sua cabeça.

E então, ela decidiu. Aqueles pequenos surtos em que a loucura de algo novo prevalece no cotidiano. Mudou. Apareceu totalmente diferente na escola. No começo foi difícil enfrentar a falação e fofoca alheia. Mas ela foi superando.

Foi quando encontrou sua amiga. Começaram a dividir os mesmos interesses. Falar da mesma banda. Dos mesmos autores. Dos livros preferidos. E a partir desses interesses, uma amizade foi se consolidando.

Hoje, ela esta entrando no ensino médio. Na mesma escola, com as mesmas pessoas. A formatura foi um saco, ela não gostava muito dessas músicas jovem pan… Mas até que aproveitou. Foi nesse dia que ele conheceu o amigo dessa amiga, que gosta de quase as mesmas coisas que ela …ele acha que Pink Floid é melhor, ela Rolling Stones. Ela ainda não sabe, mas ele vai chamar-la para ir no show do cover de -olhe só-  Rolling Stones, e vai roubar um beijo dela. E ela vai amar.

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Não espere

12 de novembro de 2012

O ano acaba em 39 dias, 23 horas, 45 minutos e 22 segundos. Obviamente da hora que comecei escrever, e quando estiver lendo vai faltar menos tempo ainda. Mas, tá, ok.

O tema? Não espere dia primeiro de janeiro para cumprir o que quiser, criar metas, e mudar o que te incomoda. Temos tanto tempo ainda para a virada do ano e tão pouco para realizar nossos sonhos. Então porque adia-los? Adiar para uma segunda feira aquela bendita dieta, para o mês os planos. Porque não hoje, agora? O preguiçoso sempre deixa para amanhã.

Não, não to dizendo para ser afobada e querer fazer tudo de uma vez. Mas planeje! Comece por detalhes, e vá evoluindo. Em um tempo a força de vontade, e o pensamento positivo vão te erguer para que tenha coragem de lutar pelos seus desejos.

São eles que vão te encher de orgulho por conseguir vence-los. Não vivemos de sonho – embora sejamos feito deles -. Não vão ser os sonhos que você vai querer sair gritando a Deus e o mundo. Vai ser sua vitória. Sua coragem. Seu suor. E o “valeu a pena” no final.

Não vou iludir e dizer que tudo que almejamos vai se tornar realidade. Um balde d’água vai cair e vai doer todo seu corpo de tristeza. O arrependimento talvez bata. Mas a experiência – a bendita – vai dar boas lições que vão constituir do que você.

Então, aproveitando o começo da semana. Mude! Renove-se! E não esqueça que quem determina o rumo do que você é o que vai ser, é você mesmo!

Boa segunda feira!