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paixão

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Confiar

11 de julho de 2013

confiar

Vai… desliza sua mãos entre os fios do meu cabelo enquanto nossos olhares nos conectam em um só. Me diz, só hoje, o que se passa com você, só que dessa vez de verdade. Sem rodeios, curvas. Enquanto estivermos juntos  não existira dissimulação, nem mentiras, nem segredos. Enquanto estivermos juntos, como estamos agora, não vão haver barreiras. Vai, eu consigo ver teu sofrimento e você consegue ver o meu por não poder te ajudar. Sua cabeça anda tão complicada como a minha era? Ou pior? São tantos questionamentos para alguém que fica tão fechado. Não vai adiantar se esconder de você mesmo, nem se trancar no seu mundinho paralelo. Você sabe que precisa encara-los. É difícil. Bem difícil. Mas vai por mim, é necessário. Não vai haver milhões de litros de destilados, nem maços de cigarros e nem gramas de maconha que irão te fazer esquecer disso. Por algum tempo, talvez. Mas não para sempre. Vai, manda pra longe essa barreira e olhe para o lado. Tô aqui. Do seu lado. Para quando você precisar. Prometo.

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Memórias daquela noite

9 de julho de 2013

memorias daquela noite

A maioria das minhas histórias começam por começos. Inventados, idealizados, descritos. Talvez por isso, elas nunca tenham tido um final concreto. Com nós não vai ser diferente, apesar que a história seja diferente e comece pelo meio. Talvez porque eu queira que o final seja mais feliz. Mais doce. Mais clichê. Gosto de inventar moda.

Sobre os começos… sempre tão bons. Tão descomplicados… Depois de um sábado que eu idealizava tempos atrás o domingo passou correndo. A noite tinha sido cansativa, e longamente curta. Acordei com uma notificação no Whatsapp de alguém que tinha a inicial com a letra “T”. Sabia que era você. O coração bateu mais forte, talvez por você, talvez por uma reticências onde eu esperava apenas um ponto final. Um oi. Um tudo bem?. Assuntos que não acabavam como a noite anterior. Um dia sem se falar e uma manhã seguida de bom dia. Boa aula. Boa semana.

Era uma daquelas aulas chatas em que o tempo não passa. Professor explicando algo sobre reações químicas e o modo de calcular a entalpia de formação. Não posso mexer no celular. Nem me mover muito bruscamente. Muito menos contar o final de semana para minha amiga que senta bem ao meu lado. Aula parada. Pedido para ir ao banheiro aceito. Decidi descer para o térreo e o destino brincou de ser legal. Te vi. Eu de legging. Eu com sono. Eu de chinelo. Faíscas de novo. E dessa vez uma novidade: Seu olhar mais fixo. Seu sorriso mais aberto (Como ele é lindo). E um beijo estralado na bochecha. Será que meu coração vai parar de bater tão rápido quando você estiver por perto?

A semana passou rápida e de brinde nossas conversas diárias. Eram noites longas que passavam rápidas. A conversa durava até as duas da manhã com um gostinho de quero mais. Nessa hora, colocava minha playlist indie e me sentia numa comédia romântica. Eu estava mesmo me dando tão bem com um cara bonito, estiloso e tão parecido comigo? Talvez essa história seja diferente. Um começo inesquecível, um meio gostoso… e uma história que parece estar sem ponto final.

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Aquela noite

27 de junho de 2013

aquela noite

Senti seu perfume de longe. A fragrância que me arrepia até hoje percorreu meus sentidos e me fez suspirar em silêncio. Você estava por perto, e podia sentir seu olhar me fitando de costas. Era a primeira vez que eu o via fora da escola, e consequentemente a primeira vez que você não me via de moletom, chinelo e legging. Talvez meu sexto sentido me avisou que você viria em uma dessas festas que eu detestaria ir se não fosse essa intuição. Mas o ponto foi: Tinha me arrumado para aquela noite. Demorei um tempão para fazer a maquiagem idêntica a um desses vídeos no youtube, tinha achado uma saia de pedraria linda e usava um salto que me deixava – menos – baixinha. Não me virei e fui grata por isso.

Nunca entendi muito bem essa tal de química… Mas era fato que desde o momento que meu olhar cruzava com você no corredor da escola uma faísca aparecia. Seu jeito marrento, alternativo e quieto sempre me deixou com uma pulga atrás da orelha. Isso sempre me encantou. Enquanto a maioria das meninas amavam os bombadinhos ultrajados de blusa de grife, calca de grife, e tênis de grife, eu me contentava com um de blusa xadrez e all star. E eu gostava disso.

As luzes piscando, a musica bombando e as pessoas dançando. Você e o típico copo de Whisky de lado observando algumas meninas te olhando. Uma faísca entre olhares e meu corpo inteiro eletrizado por ver você. Passos lentos acompanhados de batidas de coração rápidas e o estômago doendo de ansiedade. E minhas pernas ainda estão bambas. Nesse salto gigante. Por fora pareço estável, mas por dentro meu corpo inteiro entra em erupção. Coisa de paixão platônica misturada com a realidade. Você se aproxima e me dá um oi. Com o hálito de álcool misturado com o restinho de cigarro e uma bala de menta. Odiaria tudo isso se não fosse você.

Nos demos bem. Descobrimos coisas em comum e me senti menos estranha em meio a tanta gente se divertindo alucinadamente. O assunto fluía e o som alto nos obrigava a aproximação. Sussurrar palavras no seu ouvido e ouvir sua voz meio rouca embriagar meus pensamentos abolia minha razão. Me concentrava em seus olhos… a razão do meu tormento. Não consiga entender a fluidez da conversa, dos assuntos, dos gostos. Tudo igual. A musica se intensificou e você também. Sua mão no meu ombro. Na minha nuca. Sua boca a dez centímetros. Cinco. Três. Um. Zero. Gol. Química de meses explanada em um beijo idealizado de olhares atrás. Talvez um começo de uma história. Talvez um amor de uma festa só.

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Anoitecer

23 de junho de 2013

anoitecer

A noite chegou diferente hoje. O clima tá mais nublado, gelado e acolhedor. Talvez tudo em volta decidiu se adaptar ao nosso amor e acolher o nosso dia de forma especial. Eu me deito em seu colo, enquanto as conversas nunca param com os diversos assuntos que vão aparecendo de forme espontânea. Você vai sussurrando frases monossilábicas e quando vejo já estou hipnotizada – de novo! – pelo seu olhar. O frio parece competir com o calor do momento e a única coisa importante é eu estar com meus lábios nos seus. A conexão entre nós se intensifica e nesse meio tempo eu suspiro por amar você tanto assim. Você parece ler minha mente quando repete isso em voz alta e acrescentar o quão sortudo é. Era um desses sábados em que o por do sol decide ficar mais bonito, colorido e inesquecível. Era um desses sábados em que duas almas distintas se transformavam em uma só.

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Lapso

15 de junho de 2013

lapsoNum lapso entre a realidade e a fantasia você se encontra no meio. As vezes perambula pela realidade dando as caras, e as vezes toma conta dos pensamentos quando alguma coisa me remete a você. Detalhes, aqueles bem pequeninhos, eu consigo enxergar você. Não sei. As vezes sinto falta de compartilhar – e alguém se interessar – por fatos corriqueiros que eu vivo. E eu te juro que gostava de saber como estavam suas aulas na faculdade. Me interesso por coisas banais que você contava se importância nas horas que conversávamos e nunca faltava assunto. Eu falava tanta besteira e mesmo assim você me entendia. Me sentia menos louca com você. Ou simplesmente formávamos dois loucos andando por ai. Simetria ou assimétricos. Droga… lembrar de você me faz sentir saudade do passado e não querer mais esse presente. Nossa história é uma linha tênue entre o passado e o presente. Paralelo a isso meu coração bate mais forte. Sem ritmo e explicação. Confuso.

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Intensidade

31 de Janeiro de 2013

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Queria parar com essa mania de olhar nos seus olhos e sorrir. Porque não faço isso só com os meus músculos da face, ou por educação. Parece feitiço… É só você me abraçar e eu sentir seu perfume (que até hoje eu não descobri qual é), que me viro e tento alcançar seus lábios e te mostro o quão apaixonada eu sou. E o quanto eu te amo. Dizem que não devemos fazer isso, que devemos bancar sempre a difícil, e que os homens não gostam do que tem. Balela. A cada dia que passo sinto seu abraço mais apertado, seu beijo mais apaixonado, suas declarações mais intensas…  E eu com essa mania de olhar nos seus olhos, sorrir e te dizer: Eu tenho muita sorte por ter você.

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Brechas no tempo

11 de novembro de 2012

Uma brecha no tempo retrocedia todos os meus pensamentos em uma ordem bagunçada, porém cronologia com os altos e baixos da nossa relação.

 – Como assim me ama?

 – É, eu te amo. Eu não consigo mais te olhar como amiga, meus olhos me cegam quando vejo beijando outro rapaz, e me recuso a escutar quando você me diz sobre eles. Seus lábios parecem ser anatomicamente perfeitos aos meus, e tudo que eu quero hoje é ouvir um eu te amo.

 – Eu sempre digo eu te amo. Desde dos nossos 5 anos.

 – Eu não quero esse tipo de eu te amo… Eu quero o amor expressados por gestos.

 – Como assim? Que gest…

 Não tive como resistir. Ninguém havia me beijado com tanta audácia. Senti a conexão que já existia como amigos se intensificando e virando, surpresa!, paixão! Meu corpo virou gelatina. As borboletas acordam e criaram a sensação de estar em super população em meu estômago. O coração bateu mais forte, e droga… Acho que a paixão me acertou em cheio.

Meus olhos brilhavam nesse momento. O som ao redor, todo resto, em uma pequena fração de segundo desapareceu. O sorriso inevitável surgiu. As memórias apareciam timidamente assim como a primeira gota de chuva em um temporal.

 – Você O QUÊ? – Quase gritava, gerando a atenção alheia de toda a pizzaria que presenciava a cena curiosos de uma louca gritando com seu namorado. Ou futuro ex.

 – Me desculpa, mas na hora eu fiz sem pensar. Eu prometo não te trair de novo. Você sabe que eu te amo né? Mas na hora eu não resisti. Eu tinha bebido demais.

 – Eu to saindo. Você é um babaca. Não olha mais na minha cara. Desde os meus 16 anos junto com você pra me fazer de palhaça esse tempo todo.

 Quase não percebi o garçon olhando a pé de olho sem graça com a situação. Estava quase para levantar, quando ele pediu autorização para servir os pratos.

 – Serve só para ele, eu to de saída. Obrigado.

 E quando quase levantando da cadeira, o cujo insiste em colocar aquele prato mesmo assim no me u lugar. Ia sair quando olhando atônita não poderia acreditar no que via. Um anel. Com um pedra de diamante bem pequena. Eu sabia que ele estava penando dinheiro de uns tempos pra cá. Mas um anel. Comprado para mim. O tempo observando o anel, foi o tempo para me surpreender novamente ao olhar para a minha direita e o ver ajoelhado.

 – Você é muito babaca de acreditar nessas coisas. É muito engraçado – e adorável -. Mas ah, quase ia me esquecendo, você aceita casar comigo?

Uma lágrima escorreu para os meus olhos tão rápida que não me deu tempo de segura-la. Mas nem conseguiria. Estava lá, de véu e grinalda, com um homem, o meu homem, mais lindo e nervoso do que nunca, me esperando no altar, para o meu conto de fadas! E uma lua-de-mel no motel mais próximo. A crise não facilita pra ninguém, mas a gente supera!