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Covil

17 de julho de 2015

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Quase sempre tento fugir. Me deleito em um mundo tão particular que não há sinal de fechaduras ou qualquer senha para que os convidados adentrem. Esse mundinho se resume a mim, as minhas digressões e um sossego da vida real, das pessoas e dos meus problemas.

Consigo esquecer um pouco qualquer anseio por grandes mudanças, grandes pensamentos ou grandes questionamentos… tudo tão hiperbólico que me consome sem chances de tranquilidade. Como se toda minha vida se dissolvesse em minutos e eu tivesse que correr contra os milésimos para que tudo que eu tanto anseio se concretize.

No final das contas eu fujo, mas não do lugar físico, não da minha casa, não dos meus amigos, não da minha família. Eu fujo de mim. E dessa pressa corrosiva por instantaneidade.

Pensamentos

Daqui uns dez anos…

2 de junho de 2013

Daqui uns 10 anos

Daqui uns dez anos… É impossível imaginar o rumo que minha vida tomará e mesmo assim eu ainda tento. Quero descobrir se já vou ter os três filhos que planejo, se já vou estar casada e como ele será. Vou ser uma advogada séria e clássica ou uma socióloga maluca e contestadora? Ou um pouquinho de cada? Como vou ter encontrado meu marido? Sei lá. Será que a gente vai se esbarrar em algum teatro diferente e ser amor a primeira vista? Será meu colega de classe na faculdade? Ou algum amigo que se tornou algo mais? Ele vai ser ruivo, moreno ou loiro? Olhos claros ou escuros? E meus filhos? Vão parecer comigo?

Ano de decisão e vestibular. Mil e uma perguntas e poucas repostas. Ano de vestibular é o ano que sua vida inteira passa pelos seus olhos enquanto o professor de química tenta resolver um exercício que você julga impossível. E justo essa explicação vai cair no ENEM ou na Fuvest. É o ano em que você não sabe o que quer… ou se sabe imagina como será sua vida financeira. Como você vai convencer seus pais a mudar de cidade. De estado. De região. E morar sozinha. Se aventurar em algo totalmente novo e desconhecido. Largar a vidinha mais ou menos da sua cidade para tentar a sorte em uma cidade gigante e cheia de oportunidades. Ou seria uma cidade formigueiro que um membro não faz falta? Sei lá. Ano de vestibular é assim. Se sentir muito velho e muito novo. Tudo ao mesmo tempo. Ser quase adulto e quase adolescente. Época de se sentir estranho.

Pensamentos

Pensamentos aleatórios

20 de Abril de 2013

 pensamentos aleartorios

O tempo vai passando tão diferente de nós. Nós. Eu. Você. Juntos? Ou não? Nós. Conjunto de paradoxos. Talvez paradoxo é o melhor que nos defina, eu em uma ponta, você em outra. O tempo vai passando, e a distância vai aumentando de uma maneira que nem a matemática acharia um coeficiente para explicar isso. Talvez seja isso… explicar. Eu sempre tentei fazer isso com qualquer um. Inclusive você. E até hoje não consegui decifrar nada, muito menos achar. Talvez “um” cara, talvez “o” cara. Sei lá. Esse tal de tempo brincando de me fazer sentir angustia.

Pensamentos Viagens

Ressaca moral

10 de Abril de 2013

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Merda. Bebi um pouco além da conta e fiz coisas que não queria…conscientemente. Inconscientemente queria. Disse que estava com saudades. Que a nossa amizade valia muito pra mim. Imaginei coisas até demais e vi gente e coisas que não queria. Arrependimento é o que passa por mim agora, e enjoo. Como eu odeio essa sensação. As duas. Queria poder experimentar de sensações que nem imaginaria que acontecessem. E não vão acontecer. Monótono. Tá tudo assim… monótono. Tanta gente interessante para conhecer, e eu aqui. Vivendo nessa vidinha monótona, com as mesmas pessoas de sempre, mesmos assuntos de sempre, mesmas rodas de sempre. Quero algo novo. Quero viver menos mesmos. Quero tanto não sentir saudades de alguma pessoa que já foi muito importante para mim e simplesmente olhar-la como nada tivesse acontecido e poder apertar a mão de alguém que É importante para mim. Que me entenda um pouco. É isso que eu preciso… alguém que entenda – seria isso possível? – esse turbilhão de pensamentos tão desordenados que se passa por mim… Quero viver menos de passado, e a partir de agora protagonizar histórias de comédia adolescente alternativas. Essa tal da ansiedade por viver mais intensamente.

Pensamentos Textos

No meio de tudo

15 de Fevereiro de 2013

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Ando por ai, e no meio do percurso me deparo com uma barreira maior que eu poderia imaginar: Eu mesma. No meio de tudo, justo no meio. No meio de tudo, ou de nada. Não sei dizer. Não tenho pessimismo suficiente para jogar tudo para o alto e desistir, e nem um pingo de otimismo para me ajudar a dar mais um passo. Fico lá. Parada. Sentindo talvez angústia, desespero. Ou talvez a chance de parar por um pouco. Esperando alguns minutos (ou horas, ou dias, ou meses) por uma ajuda que ainda não apareceu, que ainda não estendeu a mão. E em meio a esse tempo de espera um sentimento de alívio surge pela pausa nos pensamentos, justo aqueles que alimentaram meus sonhos mais fantasiosos, minhas razões mais plausíveis, e vontades mais intensas. Pensamentos esses ritmados em uma orquestra monstruosa e descoordenada de pensamentos bombardados pela razão de tudo: O coração.

Pensamentos Textos

Abismo

29 de Janeiro de 2013

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As vezes, num momento confuso em que minha imaginação transcende minha mente e controla meu corpo eu sinto mesmo que estou caindo em um abismo, e o pior: dentro de mim. A gravidade parece muito mais forte do que normalmente seria, e meu corpo muito mais leve do que é. Tento me agarrar em qualquer objeto ou construção mas nunca há nada. Apenas um pedaço de mim caindo sabe-se lá por quanto tempo. Talvez eu fantasie demais, ou faça drama, sei lá… mas ás vezes acho que isso nunca vai ter fim, um circulo vicioso comandado por um ser masoquista: eu mesmo.

#escrevinaviagem Pensamentos

#escrevinaviagem

25 de Janeiro de 2013

 Bem… Não aguentei ficar sem escrever! Eu fiz alguns textinhos na viagem, e para vocês diferenciarem e eu lembrar no futuro, a criei. Espero que vocês aprovem! 

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Sabe, saber que talvez alguns momentos nunca mais vão ser relembrados me deixa com uma angústia que brota no estômago e vai até o coração. Como por exemplo, mais cedo e eu vi um casal com um estilo despojado e indie desenhando as obras inacabadas de Michelangelo. Se eu não escrevesse isso, provavelmente essa imagem teria se esquecido com o passar do tempo. Ou minha mãe agora apagando-acendendo-apagando-acendendo a luz aqui no quarto. Sei que agora isso possa ser uma vírgula na minha história, mas no futuro eu sei que sentir saudade até desses momentos. Queria poder ter um espaço para tudo: Sons, gestos, olhares, toques, cheiros, manias… Queria me lembrar de todos os pedaços da minha história que se perderam no caminho.

Textos

Fundo

18 de dezembro de 2012

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Queria me desconectar, nem por alguns minutos, do mundo lá fora. Desconectar de gente que me odeia, me ama, e quem não dá a mínima pela minha existência.

Queria entrar dentro de mim, desvendar a profundidade do que eu sinto, do que eu penso, do que eu raciocínio. Por um instante sequer, queria me entender. Me colocar em um sofá e ficar horas ouvindo a mim mesma e talvez achar o remédio para o que eu tô sentindo.

Talvez se eu entendesse o que se passa de mim, poderia me auto medicar. Para um fora, chocolate. Para uma desilusão, álcool. Para a solidão, amigos. Mas nem eu sei o que se passa dentro de mim.

Sou uma mistura, tão, tão complicada, que no final tudo fica tão embolado, que para desentrelaçar todos os nós levariam séculos… Mas bem, estou dando o primeiro passo, aqui, escrevendo.

Textos

Ele

18 de novembro de 2012

Parecia ironia… Ouvindo Believe, e mesmo assim com a sensação de que meu mundo estava desabando. Na verdade quem criou o amor? ISSO é total perda de tempo e não faz bem, não me faz bem. Só destrói teu coração e te deixa jogado a final de contas… Que nunca sofreu por amor, achando que aquela vez valeria a pena? Perdeu horas do dia, imaginando como seria o possível “nós”? Não sinto vontade de comer, beber, e muito menos me iludir mais. A razão diz isso, mais o coração não. Milhões de coisas passavam na minha cabeça, enquanto um único fato permanecia concreto:  Eu precisava dele.

Pensamentos

Vontade

18 de novembro de 2012

O que fazer com a vontade, imensa, quase saindo do peito de voltar atrás? E aquele “online” piscando na tela do seu computador para falar com ele? Aquele rosto, e a vontade de abraçar, beijar e querer que volte no tempo?

O que fazer com ela? Aquela mesma vontade, de retroceder o tempo que tudo era perfeito, conversas todo dia, indiretas todo dia, beijos, as promessas de ser um casal, para todo mundo saber… Me diz? Evaporou!

Queria muito te dizer que ainda sinto sua falta, que eu ainda tenho vontade de falar com você, que essa cara emburrada é só a cara. Queria todas aquelas horas de assuntos que não acabam mais de volta. Sua voz. Seu cheiro. Seu sorriso bobo. Seu jeito de falar. Dos seus apelidos. E de tudo que eu imagina que você era. E tudo que você pensava sobre mim. De todos os nossos assuntos.

Quero aquelas madrugadas de volta, todas aquelas horas em que eu quase dormia no telefone com você. No frio, embrulhada no cobertor, deitada no travesseiro, suspirando acordada pelos momentos que passamos juntos. Não fisicamente, mas eu amava aqueles sábados. Eu sinto falta ate hoje sabe?  Queria poder te dizer tudo isso, mas como não posso, me contento em escrever e tentar tirar o peso que a saudade proporciona por ter conhecido você.

Você… Não me apaixonei pelo monstro que você tornou, e sim o cavalheiro que eu pensava que existisse. Consegui enxergar o melhor lado que existia de você, mas vi que foi em vão. Na primeira oportunidade você enxergou o meu pior. E me deixou aqui. Ainda quebrada, ainda masoquista, mas tento lembrar dos momentos bons, e tentar lembrar do jeito que você era. Queria poder te dizer tudo isso, mas não posso, então tô aqui, escrevendo…