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personalidade

Pensamentos

Nomofobia

16 de julho de 2015

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Dia desses criei uma conta no Instagram. Não sou muito chegada nas redes sociais porque envolvem tomar conhecimento da vida de gente que eu não ligo, então tive a brilhante ideia do meu user ser um nome qualquer, com a única função de seguir só os perfis de assuntos que me interessam. Numa dessas indicações do próprio Instagram, parei no perfil de uma adolescente com MUITOS seguidores e fotos bonitas.

Até ai tudo bem.

Mas o que me deixou com a pulga atrás da orelha, foi que as fotos alternavam ao culto do budismo, amar o próximo e meditar, enquanto nas outras tinham mil looks do dia com marcas de roupas que já foram denunciadas e noticiadas no mundo inteiro por usarem trabalho escravo e à tiracolo carregava bolsas de grifes caras e de couro.

Fiquei curiosa por ver se mais alguém percebia isso e a surpresa foi maior ao ver que virou tendência – ou se já existia e eu era alheia a isso – as pessoas necessitarem explanar nas redes sociais uma vida totalmente diferente da que vive. Não conheço muito sobre o budismo mas eu sei que:

1) Apesar da controvérsia das vertentes budistas sobre comer carne, todos entram num consenso que não se deve matar por interesses mesquinhos e por apegos fúteis. Isso inclui usar o couro de um animal numa bolsa de grife.

2) Evitar ao máximo uma vida regada a supérfluos.

Claro que são ensinamentos rígidos e complicadíssimos mas eu só queria mesmo mostrar a contradição que existe entre e menina e a princípios que ela diz seguir. Acho que o ponto não é conseguir seguir os ensinamentos e chegar lá e sim se esforçar – ou neste caso, conhecer um pouco mais do budismo.

Eu realmente não sei qualé das pessoas fingirem uma crença que não condiz com o padrão de vida ou simular toda uma ideologia só pra parecer legal. Isso me assusta um tiquin porque os valores estão sendo distorcidos ao ponto das pessoas preferirem aparentar o que não são na internet do que perder um pouquinho do tempo delas para se encontrar, descobrir como é, do que gosta, qual ideologias acredita e quais não.

A verdade é que nunca vai existir auto entendimento – e, na minha opinião, só compreendendo a si mesmo que se consegue encontrar o que te faz feliz – sem desconectar um pouco do celular e focar um pouco só em você.

Textos

“Tenho tanto sentimento

31 de Março de 2015

fernando

Que é frequente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.

Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.

Qual porém é a verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar.”

Fernando Pessoa, in “Cancioneiro”

Pensamentos

O que eu sou…

22 de junho de 2013

o que eu sou

o século XXI consolidou as mudanças ocorridas em todo mundo. As pessoas começaram a ser mais liberais, aceitar as diferenças e viver bem com elas. Grupos heterogêneos perambulam por ai – e salvo a minoria radial – sem causar problema nenhum com rodinhas diferentes. Ser adolescente é passar por (quase!) todas elas. Já fui meio emo, patricinha, meiga, nerd, popular, excluída. Vivia perambulando de grupinho em grupinho tentando achar minha identidade e ser aceita por algum grupo pelo que eu realmente era. Confesso que alguns deles entrei por pura desconfiança comigo mesmo. Já tentei ser meiga, doce demais para atrair alguns caras que queriam um relacionamento sério. Mas em dos lapsos que eu sempre conto aqui no meu blog, caiu a ficha que eu não preciso me espelhar em ninguém para ser… incrível. Não no sentido de estar sempre bonita, adorada e idolatrada. Incrível no sentido de me amar e ter atitudes que condizem com o que eu penso. Expressar (com educação, por favor!) quem eu sou e aceitar as consequências boas ou ruins por agir com a minha índole.

Depois que essa ficha caiu percebi como é ser minoria. Comecei a perceber que as pessoas que sentavam ao meu lado e antes eu sentia uma pontinha de inveja por viver na balada, ficar com um monte e não se preocupar com nada seriam adultos complexados por atenção, ser princípios para ensinar para seus filhos e vivendo em uma bolha separando do mundo real. Percebi também que são poucas pessoas que são melhores amigos da mães e que não dizem mentiras para ela. Descobri como é raro ficar em casa no sábado e não me importar. Ou como é raro esperar os pais dormirem e ir dormir também em vez de pular a janela e ir em alguma balada usar uma identidade falsa. Descobri como é raro ter princípios e acreditar neles. Parei de querer andar sempre 100% nas tendências e me vestir do meu jeito, com algo que caiba bem no meu corpo e que eu goste porque acho legal e não porque meia duzia de blogueiras disseram que é legal. Descobri a linha tênue entre usar a moda e ser escrava dela.

Cresci. Amadureci. Sofri. Descobrir o que eu resumi em dois parágrafos parece simples. Não é. Custou a minha adolescência inteira para perceber o que é ser adolescente e o que esperar quando já poder legalmente dirigir, beber e entrar em qualquer lugar. E sabe-se lá como vai ser o resto né? Espero que seja bom. Vivem dizendo que a vida é uma escalada, mas a vista é linda.

 

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Personalidade

3 de Maio de 2013

personalidade

Fiz algumas coisas atoas. Mas não sei se seriam realmente atoas os meros atos irracionais e banais que agi até agora e que provavelmente irão se repetir até o momento que dar tchau pro planeta Terra (tomara que reencarne em outro planeta, em outra galaxia) ou se foram um daqueles atos pseudo-banais que construíram o que eu sou agora. O que eu sou agora, não serei daqui um minuto. Vivo mutante… mudando minha mente de órbita, pensando aleatoriamente até resolver alguma incógnita que eu sequer imaginaria que existia, e muito menos que houvesse solução. Talvez também, minha cabeça seja feita de nós, e cada falha tentativa de botar a cacholeta em ordem tenha ajudado um pouquinho a deixar o nó mais frouxo. Mais frouxo. E não desata-lo por completo. Sei lá. Uso umas metáforas estranhas. Talvez eu seja estranha. Talvez não, eu sou. Um tempinho atrás (tempinho mesmo, meses atrás), eu tentava me encontrar em qualquer pessoa que demonstrasse um gosto parecido com o meu. Tentava me encontrar mesmo. Acho que é coisa de televisão. Ser um esteriótipo e não você mesma. Mas enfim. Lá ia eu, caixa de ossos e coração, procurando alguma vítima para ser o que eu queria ser. Tentava absorver a personalidade, pensar igual, e nada… Não pensava. Qualquer atitude que tentava reproduzir, minha mente apitava e dizia: Nananinão. Não conseguia. Absorvia um pouco, e só. Vivia por ai, me procurando, tentando me achar nos outros. E a tiracolo a angustia de ser uma sem personalidade por ai. Parei. Pensei. Recorri ao meu adorável Nietzsche, que costumava dizer: “Torna-te aquilo que és.” E me tornei. Livrei de esteriótipos, de modelos, de padrões. E essa tal sensação de tornar aquilo que és é mesmo sensacional.

Pensamentos

Talvez seja isso

21 de Abril de 2013

talvez seja isso

Talvez seja isso. Marcas de quase dezessete anos de coisas que não queria ter vivido, pessoas que foram cedo demais, e pessoas que ficaram demais. Talvez seja isso, pretérito mais que imperfeito e algumas cicatrizes para contar história. Talvez seja isso, uma parte intensa e longa da parte ruim de um filme. Talvez seja isso, arrastar-se a um mar de negativismo para no final achar algum lugar que eu possa chamar de casa. Queria descomplicar um pouco. Só para variar.

Pensamentos Textos

De mudança

14 de Fevereiro de 2013

 2'

Fiz as malas. Coloquei só o essencial e descobri que não precisava carregar quase nada. Peguei o caderno com o restinho de papel que havia sobrado, uma caneta, algumas fotos e coloquei tudo em uma mala. Parti pro desconhecido. A unica certeza seria o rumo. Nenhum. Tinha o mais importante: Meu coração e minha mente. Decidi sair. Sair de tudo, de algo, de alguém. Decidi sair de mim. Decidi me livrar dos meus problemas e limpar todo o terreno, eliminando todas as possibilidades de “e se” que houvesse lá dentro. Me livrei de amigos ausentes. De gente invejosa. Do chefe que enche o saco. De toda a sociedade que prega uma verdade que não existe. Decidi, naquele instante em que a mudança consegue prevalecer na tradição, pensar por mim mesma. Gostar do que eu gosto e não temer por reações contrárias. Decidi ser livre… dos meus medos, das minhas frustrações, dos outros.

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Cem por cento

30 de Janeiro de 2013

textocemporcento

Nunca consigo ser cem por cento. Você consegue entender? Ás vezes encho meu peito de orgulho por ser quem eu sou, por ter as minhas convicções tão complicadas de entender, por vestir o que eu visto, por pensar do jeito que eu penso. Passam-se vinte minutos e me perco totalmente as essas afirmações que eram tão nítidas aqui dentro de mim. Começo a até detestar tudo que está no meu guarda roupa… E o pior: Só porque vi algum tweet, foto ou publicação na timeline de alguém no facebook. É tão difícil entender? Não sei se isso é um pouco de mim, ou se é um pouco da adolescência, ser tão cheia de duvidas… E duvidas que não são duvidas, porque apresento-lhe logo a solução: Quero ser um pouquinho de tudo, a todo tempo.

Pensamentos

Certo?

12 de dezembro de 2012

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O que é certo nos dias de hoje? O que é 100% e absolutamente verdade? Nada. Opiniões se diferem constantemente, por pseudo ditadores que afirmam batendo no peito que a única verdade se encontra no que eles pregam.

E não, não me refiro a Hitler, Mussolini, Che, Gaddafi ou qualquer pessoa que estudamos em história. Me refiro a todo mundo: eu, você, amigos, parentes…

Tá, ok, aonde você quer chegar afinal? Eu quero chegar em uma consideração final: Nem tudo que as pessoas que gostam de você julgam errado, é errado para você. E elas não estão fazendo por maldade, só estão defendendo o ponto de vista em que acreditam piamente. É claro, que não concordar com o que a pessoa prega, não significa não ouvi-la… Opiniões divergentes não devem gerar brigas, e sim aprendizado e criação de argumentos sólidos. Essa tarefa não é nada fácil, mas saber lidar com elas é essencial para situações futuras.

E por fim, o que eu queria dizer desde o começo: Se acredita em algo, independentemente do que vão dizer, acredite! Ficar em cima do muro é como tentar moldar sua personalidade baseada em um monte de…nada.