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Pensamentos

Pausa para melancolia

26 de junho de 2013

minhavidaehumsaco

Tá tudo indo muito rápido e muito devagar. Minha mente, como sempre, está a mil por hora, junto com esse ano despedaçado de inutilidade. Jurava que ia ser bom. Mal passou um semestre e minha vida continua indo a mesma coisa. Não conheci muita gente nova. Não fui em lugares diferentes. Não encontrei alguém que se pareça comigo. Ando rodeada de gente, e mesmo assim me sinto vazia. Parece que o tempo e a idade moldam as pessoas para que sejamos padrão e nunca nós mesmas. Será que alguém vai conseguir me enxergar pelo que sou, sem precisar de uma bendita máscara? O tempo tá passando tão depressa e com eles meus sonhos e planos. Tão distantes. Minha força de vontade para lutar por eles também. Maldita insonia. Maldito surto da madrugada. Não entendo como consigo ser tão bipolar e mesmo assim ser tão previsível. Droga. Gosto de controlar tudo, mas não consigo de jeito nenhum controlar minha mente. Porque tão confusa, indecisa e fraca? Queria poder saber lidar com tudo que vem aparecendo de forma balanceada. Mas não consigo sequer aumentar minha nota de química, quem dirá todo o resto. Preciso da minha hora dobrada. Preciso que o tempo pare para eu dormir. Preciso de férias. Dos outros. Dos meus problemas. De mim.

Pensamentos Textos

Passa tempo, passa

19 de Fevereiro de 2013

Passa tempo, passa

Passa tempo, passa. Espero que o tempo passe sem piedade, amor, ou carinho pelo passado. Que o passado – aquele passado – seja apenas uma página amarelada sem sentido nenhum quando eu for folhear minha história em uma daquelas madrugadas em que a insônia começa a bater. E o que eu desejava em segredo seja apenas um daquelas vontades que nunca mais vão aparecer. Que todos os assuntos em que você era mencionado desapareçam, assim como a vontade de ver você, abraçar você, beijar você e ter você sejam enterradas. Passa tempo, passa.

Inspiração Textos

“Definitivo, como tudo o que é simples.

18 de Fevereiro de 2013

definitivo textro  Nossa dor não advém das coisas vividas,  mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram. Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado,  não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

  Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.

 Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar. Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso:

Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento,perdemos também a felicidade.”

Carlos Drummond de Andrade

Textos

Amar, amor

26 de dezembro de 2012

Imagem Enquanto você sussurrava o primeiro – e mais importante – eu te amo, o meu mundo parou por um instante. A euforia se apoderou de todo o meu corpo, enquanto meu coração batia em ritmo acelerado, descontrolado, ofegante. Um sorriso instantâneo criou em meu rosto, e posso te dizer com certeza que foi um dos mais sinceros e inesquecíveis.

Nunca imaginária dois meses atrás que iria conhecer meu primeiro namorado. Muito menos iria achar alguém que fosse tão perfeitamente feito para mim. Sempre fui apaixonada por você e não sabia… Eu fui apaixonada por seu sorriso, pelo jeito que você ajeita meu cabelo quando venta, quando me oferece sua jaqueta quando cruzo os braços de frio, ou quanto me beija carinhosamente.

E é por isso que eu amo me surpreender. Você apareceu tão do nada, e tão de repente que me sinto a pessoa mais sortuda do universo. Não sei quanto tempo vai durar o “nós”… dias, semanas, meses ou anos. Mas se tudo continuar com a intensidade do agora, eu escolheria o para sempre…

Inspiração Textos

Karina Perussi: Um dia você vai se lembrar de mim

13 de dezembro de 2012

umdia

Oi gente! Vocês não fazem ideia do que esse texto me representa. Ele me ajudou muito a superar uma época difícil, e espero que tenha o mesmo efeito em vocês.

“Um dia você vai se lembrar de mim. Os números da sua agenda passarão claramente na sua frente e você não terá nenhum para discar. Talvez, até tente o meu, mas até lá posso não querer mais te atender ou talvez nem seja mais meu aquele número.

Você vai tentar chamar alguém, mas não vai haver ninguém pra sair correndo e te dar um abraço, nem te colocar no colo ou acariciar seus cabelos até que o mundo pare de girar. Nessa fração de segundo, quando seus pés perderem o chão, você vai lembrar do meu carinho e do meu sorriso infantil. Virão súbitas memórias gostosas dos meus beijos e abraços, da minha preocupação quando você saía e esquecia de pegar a blusa de frio…

E só terá uma música repetindo no seu rádio: a nossa doce sinfonia. Em um novo momento você vai sentir um aperto no peito, uma pausa na respiração, e vai torcer bem forte para ter o nosso mundinho de volta, mundinho difícil, mas cheio de amor e carinho. Vai ouvir a chuva cair e vai sentir um imenso vazio por não ter um grande amor pra compartilhar esse momento. Não terá alguém para brincar de se jogar na grama nos dias ensolarados, nem para adimirar o pôr-do-sol sobre a ponte da pequena cidade. Talvez, nem consiga mais sentir o frescor do vento. O nome disso é saudade, aquilo que eu tinha tanto e te falava sempre.

E quando você finalmente bater na minha porta, ela estará trancada, ou se aberta, mostrará uma casa vazia. Seus olhos te ensinarão o que são lágrimas, aquelas que eu te disse que ardiam tanto. E você vai lembrar dos carinhos nas costas pra você dormir, dos paninhos quentes pra aliviar sua dor de madrugada, da minha inocência que ria de tudo que você falava, do meu jeito bobo, do meu jeito de tentar te fazer feliz… O nome do enjôo que você vai sentir é arrependimento, e a falta de fome será a tristeza, a mesma que eu senti por tanto tempo.

Um dia você irá se deitar, e quando olhar para o teto do quarto escuro, vai se lembrar que as estrelas poderiam estar lá, para iluminar todas as suas noites frias. Mas tudo o que você verá é a escuridão. Então quando os dias passarem e eu não te ligar, quando nada de bom te acontecer e ninguém te olhar com os meus olhos encantados… você encontrará a solidão. E você vai ver que diante de tudo isso, alguns dos meus defeitos poderiam ter sido perdoáveis. A partir daí, o que acontecerá chama-se surpresa. E provavelmente o remédio para todas essas sensações…

…é o tal do tempo em que você tanto falava!”

Textos

Brechas no tempo

11 de novembro de 2012

Uma brecha no tempo retrocedia todos os meus pensamentos em uma ordem bagunçada, porém cronologia com os altos e baixos da nossa relação.

 – Como assim me ama?

 – É, eu te amo. Eu não consigo mais te olhar como amiga, meus olhos me cegam quando vejo beijando outro rapaz, e me recuso a escutar quando você me diz sobre eles. Seus lábios parecem ser anatomicamente perfeitos aos meus, e tudo que eu quero hoje é ouvir um eu te amo.

 – Eu sempre digo eu te amo. Desde dos nossos 5 anos.

 – Eu não quero esse tipo de eu te amo… Eu quero o amor expressados por gestos.

 – Como assim? Que gest…

 Não tive como resistir. Ninguém havia me beijado com tanta audácia. Senti a conexão que já existia como amigos se intensificando e virando, surpresa!, paixão! Meu corpo virou gelatina. As borboletas acordam e criaram a sensação de estar em super população em meu estômago. O coração bateu mais forte, e droga… Acho que a paixão me acertou em cheio.

Meus olhos brilhavam nesse momento. O som ao redor, todo resto, em uma pequena fração de segundo desapareceu. O sorriso inevitável surgiu. As memórias apareciam timidamente assim como a primeira gota de chuva em um temporal.

 – Você O QUÊ? – Quase gritava, gerando a atenção alheia de toda a pizzaria que presenciava a cena curiosos de uma louca gritando com seu namorado. Ou futuro ex.

 – Me desculpa, mas na hora eu fiz sem pensar. Eu prometo não te trair de novo. Você sabe que eu te amo né? Mas na hora eu não resisti. Eu tinha bebido demais.

 – Eu to saindo. Você é um babaca. Não olha mais na minha cara. Desde os meus 16 anos junto com você pra me fazer de palhaça esse tempo todo.

 Quase não percebi o garçon olhando a pé de olho sem graça com a situação. Estava quase para levantar, quando ele pediu autorização para servir os pratos.

 – Serve só para ele, eu to de saída. Obrigado.

 E quando quase levantando da cadeira, o cujo insiste em colocar aquele prato mesmo assim no me u lugar. Ia sair quando olhando atônita não poderia acreditar no que via. Um anel. Com um pedra de diamante bem pequena. Eu sabia que ele estava penando dinheiro de uns tempos pra cá. Mas um anel. Comprado para mim. O tempo observando o anel, foi o tempo para me surpreender novamente ao olhar para a minha direita e o ver ajoelhado.

 – Você é muito babaca de acreditar nessas coisas. É muito engraçado – e adorável -. Mas ah, quase ia me esquecendo, você aceita casar comigo?

Uma lágrima escorreu para os meus olhos tão rápida que não me deu tempo de segura-la. Mas nem conseguiria. Estava lá, de véu e grinalda, com um homem, o meu homem, mais lindo e nervoso do que nunca, me esperando no altar, para o meu conto de fadas! E uma lua-de-mel no motel mais próximo. A crise não facilita pra ninguém, mas a gente supera!