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Alva

19 de julho de 2015

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São cinco e pouco da manhã. O céu é tingido de rosa, enquanto a lua é substituída pelo sol que nasce aos poucos, timidamente, sem pressa nenhuma de aparecer e despertar as pessoas.  A cidade inteira dorme e não noto nenhuma casa ou edifício que esteja com a luz acesa. A vista disso é linda, a cidade e o momento agora são meus.

Do meu quarto voam pensamentos pela janela. Fim de noite combina com divagações. Aquele embaralhado de pensamentos… pensamentos sem linearidade, pensamentos avulsos, pensamentos soltos, pensamentos perdidos. E esses pensamentos não me conduzem a conclusões. Esses pensamentos me conduzem a agonia por me encontrar numa situação que eu quis me livrar no momento que coloquei os pés.

Queria ser mais explícita. Queria estar despida de qualquer possível vergonha ou acanhamento. Mas o que me falta mesmo são palavras. A falta delas para descrever o que eu sinto é um veneno para o sossego que tanto prezo. Não conseguir definir, exemplificar. O meu coração tá pesado, louco para que seja vomitado tudo que eu sinto e ele se alivie.

Tem sido dias difíceis.

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Confiar

11 de julho de 2013

confiar

Vai… desliza sua mãos entre os fios do meu cabelo enquanto nossos olhares nos conectam em um só. Me diz, só hoje, o que se passa com você, só que dessa vez de verdade. Sem rodeios, curvas. Enquanto estivermos juntos  não existira dissimulação, nem mentiras, nem segredos. Enquanto estivermos juntos, como estamos agora, não vão haver barreiras. Vai, eu consigo ver teu sofrimento e você consegue ver o meu por não poder te ajudar. Sua cabeça anda tão complicada como a minha era? Ou pior? São tantos questionamentos para alguém que fica tão fechado. Não vai adiantar se esconder de você mesmo, nem se trancar no seu mundinho paralelo. Você sabe que precisa encara-los. É difícil. Bem difícil. Mas vai por mim, é necessário. Não vai haver milhões de litros de destilados, nem maços de cigarros e nem gramas de maconha que irão te fazer esquecer disso. Por algum tempo, talvez. Mas não para sempre. Vai, manda pra longe essa barreira e olhe para o lado. Tô aqui. Do seu lado. Para quando você precisar. Prometo.

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Memórias daquela noite

9 de julho de 2013

memorias daquela noite

A maioria das minhas histórias começam por começos. Inventados, idealizados, descritos. Talvez por isso, elas nunca tenham tido um final concreto. Com nós não vai ser diferente, apesar que a história seja diferente e comece pelo meio. Talvez porque eu queira que o final seja mais feliz. Mais doce. Mais clichê. Gosto de inventar moda.

Sobre os começos… sempre tão bons. Tão descomplicados… Depois de um sábado que eu idealizava tempos atrás o domingo passou correndo. A noite tinha sido cansativa, e longamente curta. Acordei com uma notificação no Whatsapp de alguém que tinha a inicial com a letra “T”. Sabia que era você. O coração bateu mais forte, talvez por você, talvez por uma reticências onde eu esperava apenas um ponto final. Um oi. Um tudo bem?. Assuntos que não acabavam como a noite anterior. Um dia sem se falar e uma manhã seguida de bom dia. Boa aula. Boa semana.

Era uma daquelas aulas chatas em que o tempo não passa. Professor explicando algo sobre reações químicas e o modo de calcular a entalpia de formação. Não posso mexer no celular. Nem me mover muito bruscamente. Muito menos contar o final de semana para minha amiga que senta bem ao meu lado. Aula parada. Pedido para ir ao banheiro aceito. Decidi descer para o térreo e o destino brincou de ser legal. Te vi. Eu de legging. Eu com sono. Eu de chinelo. Faíscas de novo. E dessa vez uma novidade: Seu olhar mais fixo. Seu sorriso mais aberto (Como ele é lindo). E um beijo estralado na bochecha. Será que meu coração vai parar de bater tão rápido quando você estiver por perto?

A semana passou rápida e de brinde nossas conversas diárias. Eram noites longas que passavam rápidas. A conversa durava até as duas da manhã com um gostinho de quero mais. Nessa hora, colocava minha playlist indie e me sentia numa comédia romântica. Eu estava mesmo me dando tão bem com um cara bonito, estiloso e tão parecido comigo? Talvez essa história seja diferente. Um começo inesquecível, um meio gostoso… e uma história que parece estar sem ponto final.

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Ponto

2 de julho de 2013

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Palavras. Ações. Metas. Pensamentos. Sentimentos. Carinho. Saudade. Carência. Amor. Nostalgia. Bagunças caricaturadas de mim mesma em uma mente que não sabe a hora de relaxar. Trabalhando vinte e quatro horas por dia. Virando o bau e me fazendo de lembrar de coisas que deveriam ser esquecidas a tempos atrás. Mente. Mente. Mente. Porque és tão verdadeira? Mente. Mente. Mente. Confusa. Desembaralha e amadureça de uma vez só. Mente. Mente. Mente. Tome atitudes sensatas. Mente. Mente. Mente. Descanse. Me dê folga. Voa pra bem longe com os questionamentos pra lá de Aristotélicos. Mente. Mente. Mente. Minta sobre meus problemas. Sobre a facilidade das soluções. Me dê paz.

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Lapso

15 de junho de 2013

lapsoNum lapso entre a realidade e a fantasia você se encontra no meio. As vezes perambula pela realidade dando as caras, e as vezes toma conta dos pensamentos quando alguma coisa me remete a você. Detalhes, aqueles bem pequeninhos, eu consigo enxergar você. Não sei. As vezes sinto falta de compartilhar – e alguém se interessar – por fatos corriqueiros que eu vivo. E eu te juro que gostava de saber como estavam suas aulas na faculdade. Me interesso por coisas banais que você contava se importância nas horas que conversávamos e nunca faltava assunto. Eu falava tanta besteira e mesmo assim você me entendia. Me sentia menos louca com você. Ou simplesmente formávamos dois loucos andando por ai. Simetria ou assimétricos. Droga… lembrar de você me faz sentir saudade do passado e não querer mais esse presente. Nossa história é uma linha tênue entre o passado e o presente. Paralelo a isso meu coração bate mais forte. Sem ritmo e explicação. Confuso.

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“Durante uma vida a gente é capaz de sentir de tudo

27 de Maio de 2013

Durante uma vida a gente é capaz de sentir de tudo

…são inúmeras as sensações que nos invadem, e delas a arte igualmente já se serviu com fartura. Paixão, saudades, culpa, dor-de-cotovelo, remorso, excitação, otimismo, desejo – sabemos reconhecer cada uma destas alegrias e tristezas, não há muita novidade, já vivenciamos um pouco de cada coisa, e o que não foi vivenciado foi ao menos testemunhado através de filmes, novelas, letras de música.

Há um sentimento, no entanto, que não aparece muito, não protagoniza cenas de cinema nem vira versos com freqüência, e quando a gente sente na própria pele, é como se fosse uma visita incômoda. De humilhação que falo.

Há muitas maneiras de uma pessoa se sentir humilhada. A mais comum é aquela em que alguém nos menospreza diretamente, nos reduz, nos coloca no nosso devido lugar – que lugar é este que não permite movimento, travessia?. Geralmente são opressões hierárquicas: patrão-empregado, professor-aluno, adulto-criança. Respeitamos a hierarquia, mas não engolimos a soberba alheia, e este tipo de humilhação só não causa maior estrago porque sabemos que ele é fruto da arrogância, e os arrogantes nada mais são do que pessoas com complexo de inferioridade. Humilham para não se sentirem humilhados.

Mas e quando a humilhação não é fruto da hierarquia, mas de algo muito maior e mais massacrante: o desconhecimento sobre nós mesmos? Tentamos superar uma dor antiga e não conseguimos. Procuramos ficar amigos de quem já amamos e caímos em velhas ciladas armadas pelo coração. Oferecemos nosso corpo e nosso carinho para quem já não precisa nem de um nem de outro. Motivos nobres, mas os resultados são vexatórios.

Nesses casos, não houve maldade, ninguém pretendeu nos desdenhar. Estivemos apenas enfrentando o desconhecido: nós mesmos, nossas fraquezas, nossas emoções mais escondidas, aquelas que julgávamos superadas, para sempre adormecidas, mas que de vez em quando acordam para, impiedosas, nos colocar em nosso devido lugar.”

Martha Medeiros

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Um príncipe que na verdade era sapo

23 de Maio de 2013

um prince

Nunca fui expert no quesito amor. Alias, sempre fui muito tímida nessa parte, mas isso é assunto para outro texto. Das poucas coisas que sei, uma vou levar para sempre: Amar não é sofrer. Amor intenso não é aquele recheado de brigas e um beijo longo no final. Que discussões são mais frequentes que declarações. Que dor e sofrimento vem em primeiro plano. E que pensar mais no cara do que em você tá certo. Não tá. Somos tão frustrados com a nossa realidade que achamos que nossa história de amor sempre vai valer a pena como naquelas comédias românticas. Não vai.

Tenho uma amiga próxima que é muito bonita. Baixinha, com corpo proporcional, olhar forte e sorriso bonito. Sempre foi muito festeira, cheia de meninos ao redor e amigos mais velhos. Tinha um romance passageiro para cá, outro para lá. Nada muito sério. Nessas andanças conheceu um cara. Nem muito bonito, nem muito feio. Eu já conhecia a índole de manipulador, avisei, mas como uma boa amiga que prese… não me ouviu. O tempo passou e o namoro engatou. Lá pelo terceiro mês eles terminaram e ele não correu atrás. Fato inédito na vida dela. Sofreu, chorou, emagreceu e arrastava aos pés deles o pedindo de volta. Ele continuava pisando, e depois de um tempo, voltaram. Desde então só a vejo na escola. O dito cujo não deixa ela sair com ninguém. Eles se vem todo dia. Fazem tudo juntos. As conversas no whatsapp são o dia inteiro. INTEIRO. Ah, já disse que ela vai fazer intercâmbio em julho? Ele quis terminar por causa disso e vive insistindo para que ela não vá.

Já deu pra perceber que esse relacionamento é furada, né? Tenta dizer isso para ela. Não dá. Vivemos presa a algo que dói, que nos priva da liberdade (que na adolescência é quase nula) e ainda sim insistimos com uma pontinha de otimismo que ainda não se degenerou nessa história inteira. Buscamos um final feliz em algo que não será um parágrafo na nossa história. Não, não analisei isso de longe. Já passei por isso. Já tive um amor e nele me colocava em segundo plano sempre. Isso doía, mas na minha ingenuidade na época de pré adolescente, achava que o cara sendo feliz isso me fazia feliz. Não fazia. Comecei a ficar mal, sem vontade de sair de casa e gostava da sensação. Pensava que era presa ao coração. Que nada. Era presa a minha mente mesmo. Aquela masoquista. Amar mesmo não é isso. Em relacionamentos assim não prevalece o amor. E sim joguinhos emocionais que só fazem mal. E só o tempo para mostrar o desperdício de vida e felicidade que foram perdidos.

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Lembranças

22 de Maio de 2013

Lembranças

Te vejo em todos os lugares. No seu filme de terror preferido que está sendo lançado no cinema essa semana. No nosso restaurante preferido que eu passo na frente sempre. No celular sem notificar as suas mensagens no whatsapp. Em algo engraçado que eu não ninguém para compartilhar. Tem um pedaço de você, de nós, em todos os lugares. Mas nunca você por inteiro. Nunca sua mão entrelaçada com a minha. Nunca seus braços me protegendo do frio. Nunca você. Sempre alguma lembrança, alguma coisa que sempre me fazia rir e agora me faz chorar. Sinto tantas saudades que a dor as vezes parece fazer parte de mim. Sinto saudades das declarações repentinas e no que eu acreditava durar muito mais. Lembro tanto de você por te conhecer por inteiro. Seus defeitos, duvidas, segredos, anseios e planos para o futuro. Mas tudo se foi… E o que resta são… restos. De um tempo que só sobrou lembranças. Memórias distantes que ainda ferem o coração.

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“Porque a piriguete não mexe comigo…

20 de Maio de 2013

pq piriguete

Adoro mulher linda e gostosa. Mesmo. Mas para esse texto se aplica aquele bordão: ‘uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.’

Uma coisa é a mulher bonita que sabe disso e sai de saia e bicicletinha porque ela quer assim e foda-se você. Outra coisa é a mulher que não sabe a beleza que tem e vai buscar aprovação alheia diminuindo o tamanho das roupas.

Sedução não é só cinco centímetros a menos no vestido. É voz. É boca. É o papo sobre aquela banda. É o BEIJO na bochecha e não a bochecha na bochecha. É o ‘não’ que significa ‘não’ simplesmente porque estou lidando com uma mulher de personalidade. Adoro mulher que rebate.

E não, não sou ciumento com roupas curtas e provocantes. Quem já namorou comigo, sabe.

A piriguete, pra mim, é como a criança que não sabe como conseguir o Danoninho e se joga – aos berros – no corredor do mercado. Há algo ali gritando ‘olha pra mim, olha pra mim’.

Ao longo da vida eu adquiri a tendência de preferir as mulheres mais bem-resolvidas. As que não precisam gritar; nem com a boca, nem com a roupa. Sempre desconfio daquela que não sabe brincar de ‘mostra-esconde’, ou seja: se mostra o peito, esconde a coxa, se mostra a coxa, esconde o peito. Não acho que ela seja vaca, puta, rodada ou qualquer nome que você queira dar (e mesmo que seja, isso é problema só dela). Apenas desconfio que ela tem poucos argumentos em um jogo de sedução. Afinal, gastou a manilha logo na primeira rodada. A piriguete é um anti-jogo na sedução.

Não que as 267 fotos de biquíni ou micro vestido no álbum do Facebook não me chamem a atenção. Chamam sim. É que, conforme vivi, aprendi que aquilo dito no meu ouvido me transforma mais do que o dito aos meus olhos. Quase um tesão musical. Apenas fiz a minha opção.

Não que sexo na primeira noite transforme alguém em piriguete. Aliás, acho que é o contrário: me parece que a piriguete se contenta em gastar a sensualidade na telinha e seus likes ou na baladinha. Ela esquece da cama, se torna mulherzinha.

Ao contrário do que possa parecer, esse meu texto não vem de um subconsciente machista atuando em um discurso fantasiado. É apenas aquela sensação estranha de ‘cão que ladra, não morde’. E eu quero mordida. Muitas.”

Fabio Chap, do blog fabiochap.wordpress.com

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De novo, e de novo

16 de Maio de 2013

De novo 2

Quando minha vida finalmente volta nos conformes, vem você em um furação e leva tudo embora. Todos os meus planos, todos meus objetivos, todas as minhas pretensões. Reaparece como se nada tivesse acontecido. Como se nós continuássemos a conversar todos os dias. Como se ainda fossemos próximos. Como se ainda houvesse declarações e risadas constantes. Vem com tudo isso, menos com a realidade. Você ainda está com ela, lembra? Você ainda prefere alguém que te satisfaça de todos os modos (e você sabe quais) do que conquistar alguém que seja de verdade. Talvez porque você não seja homem suficiente para isso. Hoje, quando veio falar comigo TIVE que ser grossa. Direita. E te disse que não somos mais amigos. Não somos, mas a sintonia ainda existe. Merda. Sabe o que me dói? Eu ter que ser fria. Cada vez mais. E sentir orgulho por não cair nos seus braços, sentir orgulho por ser mulher o suficiente e não ser fácil. Não deveria ser assim. Deveriam-se banir os joguinhos e mentiras e ilusões e falsidade. Deveriam se banir, é na verdade, pseudo relacionamentos. Pseudo relacionamentos com sentimentos reais. Que doem.